sexta-feira, 29 de maio de 2020

CANEDY - Warrior

Ano: 2020
Tipo: Full Length



















Tracklist:

1. Do It Now
2. Not Even Love
3. Lies
4. Hellride
5. Warrior
6. 3rd Times a Charm
7. Out for Blood
8. In this Sign
9. The Prize
10. Attia


Banda:


Mike Santarsiero - Vocais
Charlie Russello - Guitarras, Sintetizadores
Tony Garuba  - Baixo, Vocais, Violoncelo
Carl Canedy - Bateria


Contatos:

Instagram:
Assessoria:

Texto: Marcos Garcia


Introdução:

O final dos anos 70 e primeira metade dos anos 80 viu o surgimento definitivo da cena Metal dos EUA. Óbvio que nomes como BLU ÖYSTER CULT, RIOT e outros foram importantes para lançar as fundações, mas a explosão definitiva é marcada pelo lançamento dos primeiros discos independentes, entre eles, o de uma das bandas mais seminais do cenário norte-americano: THE RODS. O grupo era (e ainda é) uma instituição dentro do underground, respeitado mundialmente, mesmo nunca tendo conseguido atingir o sucesso comercial.

Do THE RODS, a figura do baterista Carl Canedy é lendária, uma vez que além de tocar na banda, ele produziu discos importantes de bandas que hoje são gigantes. A lista é enorme, entre eles ANTHRAX (“Fistful of Metal” de 1984, “Spreading the Disease”, de 1985), EXCITER (“Violence and Force”, de 1984), HELSTAR (“Burning Star”, de 1984), OVERKILL (“Feel the Fire” de 1985), POSSESSED (“Beyond the Gates”, de 1986), e o próprio THE RODS (que todos os discos do grupo).

Mas mesmo já passando dos 50 anos, Carl não para quieto, e lá vem ele com “Warrior”, seu novo disco no projeto solo CANEDY.


Análise geral:

A verdade é que Carl parece ter uma expressividade musical que foge ao tempo, e em “Warrior”, pulsa a força do U. S. Metal, apenas com uma repaginada, para soar mais atual e paralelo ao que é feito no mundo do Metal de hoje.

É forte, vigoroso, pesado, mas com belas melodias (aquele velho traço que todas as bandas norte-americanas carregam em seu DNA), um conjunto de refrães marcantes. Individualmente, Mike Santarsiero canta muito bem (sabendo usar bem alguns agudos que são comuns às bandas de U. S, Metal, uma herança que o JUDAS PRIEST legou à elas), assim como Charlie Russello mostra ótimos riffs e solos melodiosos inspirados (nada tecnicamente complicado, mas eficiente), e Tony Garuba (baixo) forma com Carl uma sessão rítmica sólida e bem tradicional.

Óbvio  que “Warrior” não é a oitava maravilha do mundo moderno, mas é um disco muito bom e sincero.


Qualidade Sonora:

Charlie Russello produziu o disco lado a lado com Carl, para trazer uma força mais moderna às canções. O que pode sobressaltar alguns é que a mixagem é de Chris Collier, conhecido por seus trabalhos com KORN, mas olhando atentamente, ele também trabalhoi com nomes como PRONG, RIOT V, FLOTSAM AND JETSAM e METAL CHURCH.

A mixagem colocou todos os instrumentos ‘na cara’, com tons altos e volume, mas sem que eles se embolem. Por isso, há certo feeling moderno permeando as canções.


Arte gráfica/capa:

Bem, a arte da capa é aquilo que se espera: coloca em evidência o que o título do disco quer passar. E basta observar que os olhos da figura estão em chamas, uma alusão para mostrar que o CANEDY veio com tudo.


Destaques musicais:

Como dito, há uma ambientação sonora moderna permeando o disco, mas sem que o jeito clássico do Hard ‘n’ Heavy da banda fique perdido.

Melhores momentos de “Warrior”:

“Not Even Love”: Uma fusão perfeita das melodias grudentas do Hard ‘n’ Heavy dos anos 80 com uma pegada moderna, além de refrão marcante. As guitarras estão ótimas, com riffs simples, e solos melodiosos.

“Lies”: Aqui, o lado mais moderno está evidenciado em certos arranjos, mas impossível ficar parado diante do ritmo contagiante, e a bateria mostra ótimas viradas e conduções nos dois bumbos.

“Hellride”: a introdução com teclados sinistros pode assustar um pouco, mas a pancadaria melodiosa e pesada que se segue é irresistível. Os riffs estão muito legais, e os vocais bem encaixados.

“Warrior”: Há algo evidente de ‘anos 80’ nas melodias, e mesmo alguns toques de MANOWAR em algumas partes (pela simplicidade técnica, talvez).

“Out for Blood”: É a canção onde a influência de THE RODS fica mais evidente no peso melodioso e fluido. Os vocais estão ótimos, mas é impossível ficar parado no lugar, pois essa música empolga!

“In this Sign”: Mais uma que transpire claramente algo de ‘oitentismo’ em suas linhas melódicas, e é marcante a presença do baixo em vários momentos.

“Attia”: Extremamente pegajosa, é a que mais mostra o lado acessível do disco, envolvente e com muito peso (pois baixo e bateria mostram serviço nas mudanças de ritmo).

É, o velho Carl parece mesmo que não vai sossegar tão cedo... E ainda bem por isso.


Conclusão:

Esse disco do CANEDY pode não entrar para a estória como mais uma super-produção do U. S. Metal, mas “Warrior” é um disco honesto e muito agradável de ser ouvido.

Musicalidade: 8
Composição: 8
Memorabilidade: 8
Produção: 9


Nota: 8,0/10,0


Warrior



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