quinta-feira, 7 de maio de 2020

SILVER MAMMOTH - Western Mirror

Ano: 2020
Tipo: Full Length
Selo: Independente




















Tracklist:

1. For Whom the Bells Cry
2. Like a Blind Man
3. Beethoven’s Darkside
4. Rise Up
5. Western Mirror
6. Symptom of the Universe (BLACK SABBATH)
7. Let’s Find the Sun Together
8. Roll Blues
9. Jailbreak (AC/DC)
10. Natural Love (Acoustic Version)
11. White Line Fever (MOTÖRHEAD)
12. Free Soul  


Banda:


Marcelo Izzo - Vocais, Tamborim
Marcelo Izzo Jr. - Guitarras, Violão, Backing Vocals
Renato Haboryn - Guitarras
Chakal - Baixo
Ibanes Liba - Bateria, Percussão (músico convidado)
Rodrigo Oliveira - Bateria, Percussão (músico convidado)
Pedro Bueno - Bateria, Percussão (músico convidado)


Contatos:

Assessoria: http://www.asepress.com.br/music(ASE Press Music)

Texto: Marcos Garcia


Introdução:

A oportunidade de acompanhar a carreira de uma banda é algo que todos deveriam ter. É interessante observar como o tempo pode lapidar e ajustar a musicalidade de certos grupos, fruto da evolução, e mesmo da dinâmica de mudanças de formação podem ser fatores importantes.

Um deles é o SILVER MAMMOTH, de São Paulo, que faz bonito desde “Silver Mammoth” (2013), e mostra-se forte e revigorado em “Western Mirror”, seu mais recente trabalho.


Análise geral:

A banda, como todos sabem, busca suas influências no Hard Rock, no Heavy Metal e no Rock ‘n’ Roll praticados nos anos 70, sem em momento algum soar datado (pelo contrário, o que não falta à música deles é energia e vigor), mas fazendo um comparativo com seus predecessores, “Western Mirror” soa mais pesado e coeso, e um pouco menos psicodélico.

É como se a banda tivesse ganhando mais peso, mas sem perder seu jeito ‘swingado’ de compor, justamente porque há maior ênfase no trabalho das guitarras. Nisso, se percebe que o grupo não está parado no tempo ou vivendo de passado, mas que é capaz de explorar cada faceta do que se propõe musicalmente.

Trocando em miúdos: é muito bom...


SILVER MAMMOTH ao vivo
Qualidade Sonora:

Outro ponto forte do disco: “Western Mirror”, diferente do que muitas bandas do gênero fazem, não soa datado.

Marcelo Izzo e Renato Haboryni fizeram uma produção em que o lado orgânico flui da forma que tudo foi gravado (pois preferiram algo mais básico, sem carregar demais os instrumentos e vocais de efeitos, usando um formato próximo ao ‘plug ‘n’ play’), mas usando os avanços tecnológicos para garantir uma sonoridade definida e limpa. Acertaram na mosca!


Arte gráfica/capa:

A capa é assinada por Marcelo Izzo Jr. (guitarrista do grupo), com algo bem simples, funcional e direto, fazendo com que a atenção fique toda na música.


Destaques musicais:

As 12 músicas que compõem “Western Mirror” são todas muito boas, distribuindo o nível de qualidade por cada uma delas. Desta forma, não há tempo para que a sensação de tédio assuma o controle, mesmo porque a diversidade impera.

Embora as canções do grupo sejam acessíveis a qualquer um, para uma primeira audição, as mais indicadas são: “Like a Blind Man” (pesada e bruta, pondo toda influência do BLACK SABBATH para fora, mas com um enfoque mais melodioso, com vocais na linha de Ozzy, embora melhores), “Beethoven’s Darkside” (o molejo do groove pegajoso, e muita força nas linhas de guitarra), “Rise Up” (que possui uma dinâmica bem pesada, mas com ótimas melodias no entorno do refrão, e com baixo e bateria mostrando segurança e diversidade rítmica), “Western Mirror” (com seu jeito mais denso e introspectivo no início, com teclados providenciais; e depois, mais energética), “Let’s Find the Sun Together” (com um jeito mais Folk Rock acústico de à lá THE BEATLES), e “Free Soul” (outra mais introspectiva, onde teclados e baixo se sombreassem, e os vocais mostram uma versatilidade muito boa).

Mas além dessas, não tem como não bater palmas para as versões de “Symptom of the Universe” (BLACK SABBATH), “Jailbreak” (AC/DC) e “White Line Fever” (MOTÖRHEAD), que deram uma mostra de como o grupo consegue recriar velhos clássicos à sua maneira, mas mantendo sua essência. Ou acham que usar teclados em canções de AC/DC e MOTÖRHEAD não é uma mostra de ousadia que poucos tem a coragem de fazer?


Conclusão:

Uma banda como o SILVER MAMMOTH brilha como um diamante, e aqueles que tem acesso aos seus lançamentos mais facilmente deveriam agradecer. Mesmo porque “Western Mirror” é para ouvir de novo, de novo, e de novo, sem parar!

Ah, sim: aos que quiserem adquirir a versão física, basta acessarem a loja virtual do grupo: https://silvermammoth.loja2.com.br/


Musicalidade: 9
Composição: 9
Memorabilidade: 9
Produção: 8


Nota: 9,0/10,0


Rise Up



Spotify

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