segunda-feira, 19 de outubro de 2020

UPCOMING: BEHAVIOR



Cidade/Estado: Salvador/BA
Gênero: Death Metal
Ano do início das atividades: 2007
Discos lançados: “Walking for a Rotten Destiny” (Demo 2008), “Rotten Destiny” (Single 2010), “The Awakening of Madness” (2012), “At Calling Death” (Split 2013), “Death Metal Force” (Single 2018), “Morbid Obsession” (2018), “Morbid Nights with Souls from the Hell” (Split 2019), “Necrophagic Necrophilia” (Single 2020)

Formação atual: 
Fabrício Pazelli - Vocais
Silvio Libório - Guitarras
Alexandre Vitorino - Guitarras
Leonardo Reis - Baixo
Ricardo Agatte - Bateria



MMR: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Fabrício Pazelli: Primeiramente muito obrigado pelo suporte, é uma honra estar aqui. Então, a banda teve seu início em meados de 2007, quando conheci Leonardo Pinheiro, hoje ex-guitarrista. Ele tocou em diversas bandas aqui em Salvador nos anos 90, e apenas em 2007, fundamos o BEHAVIOR. Com o único objetivo de fazer Death Metal sincero e real, na sua mais pura essência. 


MMR: Quais as suas influências como banda? Quer dizer, aqueles grupos que os inspiraram lá no início?

Fabrício Pazelli: Death Metal é uma escola bem vasta, mas foi nos grandes mestres que tivemos e temos as maiores inspirações. Como o MORBID ANGEL, OBITUARY, CANNIBAL CORPSE, DEATH, AUTOPSY, SUFFOCATION e entre muitos outros. Porém desde o início, sempre tivemos influências dos gigantes, como JUDAS PRIEST, BLACK SABBATH, MOTORHEAD, VENOM…


MMR: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Fabrício Pazelli: Falar de cenário é percorrer dentre milhares de problemas, desde bons locais, equipamentos de qualidade, união e tantas outras nuances. Infelizmente ainda existe muita briga e radicalismo desnecessário (inconsciente), que seriamente afeta o todo de nosso movimento. 


MMR: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Fabrício Pazelli: Antes dessa maldita pandemia, Salvador estava enfrentando uma das melhores fases de rotatividade de shows. Você poderia ver shows de Terça à Domingo, desde Blues até Black Metal. A cidade estava fervendo, e sempre 3, 4 shows por dia em diversos locais da cidade. Espero mesmo que quando tudo voltar ao normal, a cena volte com a mesma força e até melhor. Em termos de estrutura, sempre acaba tendo os meio termos de tudo, assim como tinha lugares quase caindo aos pedaços, tinha excelentes casas de shows funcionando. 


MMR: Hoje em dia, muitos gostam de declarar que “o Rock Morreu”, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Fabrício Pazelli: Essa é a maior piada que já escutei. Quem disse que o Rock morreu, é tão falso e vazio, quanto esse comentário ridículo. O Rock está mais vivo do que nunca e continua crescendo e em ascensão a cada dia que passa. Todos os dias nascem excelentes bandas e tudo vai se renovando. Esse saudosismo de que apenas os antigos prestam, é péssimo. Eu nem considero uma opinião dessa. 


MMR: Em tempos do uso das mídias digitais, qual seria a melhor estratégia para atrair a atenção dos fãs?

Fabrício Pazelli: Hoje em dia é complicado você tentar dizer para um adolescente de 15 anos pra ele não usar tanto as mídias sociais. Os tempos mudam, e tudo está em movimento. É normal, da própria evolução. Quando eu comecei a ouvir metal, tinha que me contentar com as fitas cassetes e era uma dificuldade escrota para ouvir algo novo. Temos inúmeras ferramentas que ajudam e muito na divulgação, e as usamos. Do mais, gostamos mesmo é de estar na estrada, tocando, fazendo novas amizades, tomando umas cervejas com essa galera toda. 


MMR: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Fabrício Pazelli: Respeito e União. Ainda somos muito desunidos, infelizmente. Nós somos a cultura marginal que o pai e a mãe da “família de bem”, chama de drogado e adorador do diabo (como isso fosse algo ruim). Mudar a cultura de nosso país, é algo extremamente difícil. E como se não bastasse tudo isso, ainda brigamos entre si, alimentando falta de respeito. Fica complicado visualizar mudanças dessa forma.


MMR: Como está sendo a recepção ao seu mais recente trabalho, “Morbid Obsession”, em termos de público e crítica especializada?

Fabrício Pazelli: Está sendo melhor do que esperávamos. Estamos tendo críticas excelentes, o que nos deixa bem satisfeitos com o trabalho que fizemos. A gente depositou muita garra e suor nesse álbum. Foi feito com muita devoção e acreditamos muito na nossa música. Ver que a galera está gostando do trabalho, é foda demais. 


MMR: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Fabrício Pazelli: Gostaríamos de agradecer imensamente a todos os parceiros, bandas, amigos de estrada e toda essa nação Metalhead que acredita na força do rock e metal. Vocês mantêm essa chama acesa. Vemos vocês em breve na estrada. STAY BANGERS UNTIL THE END! 


Vejam/ouça o trabalho do BEHAVIOUR



Links de contatos:

Bandcamp: 
Contatos: behavior@gmail.com 

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